Nesse corpo "espiritado" em que me albergo - agindo sob as menos convencionais manobras filosóficas em que a cornolândia bahiana possa me inspirar - em continuar a viver num tempo em que pertence ninguém menos senão aos fortes, leva-me a uma frenética corrida de transformação e desenvolvimento para novos hábitos que se tornam tão necessários quanto a importância em me transportar e reinventar, por culpa das oscilações. A favor ou não da minha vontade, que por muitas vezes me contraria por culpa das obrigações. No meu entender, não são obrigações - e, sim, provações. Drena minhas inspirações, atrofia meu espírito e, inevitavelmente azeda o meu humor. Assusto-me quando paro pra pensar muito sobre o tempo e a tamanha indiferença com que trata as coisas mais graves que possam existir na face a Terra. Nada perdoando e tornando necessária uma transmutação,fazendo aflorar novas obrigações comigo mesmo. Compulsoriamente, tive que trancar uma porta que estranhamente me alienava ao invés de me libertar. Abdiquei da convivência do meu filho mais novo em prol da liberdade e do cessamento de intermináveis injúrias. Faz sentido e, mais do que nunca é coerente viver de agora em diante para aprender e cultivar coisas relevantes sempre sob o teto da cumplicidade da minha razão.
Depois de tantos esclarecimentos que há hoje em dia, em que, os inúmeros estudos sobre socialização e o comportamento humano são transportados de maneiras tão claras, é de abismar que ainda existam pessoas que jogam fora metade de suas vidas reclamando e indagando sobre os eternos erros alheios, desde quando uma boa parte das vezes são incapazes em esquivar-se dos próprios infortúnios morais.
Venera-se o desperdício. Eu abomino essa palavra! Há o desperdício do amor quanto se mente e quando se trai! Há uma dor lacerante na mentira porque ela choca-se com uma das coisas que o ser humano tem de mais relevante e o que mais no aproxima de algo tão rico dado por Deus e por ele oferecido por tão pouco: A dignidade.
É necessário pô-la em prática quando se quer o estreitamento social. É, literalmente, uma fonte de energia que nos dá força para suportar o sufocante convívio com o nosso semelhante. Observem como é muito mais fácil conquistar um amparo por aqueles que nos enxerga com respeito. Ninguém no seu amplo e bom juízo quer perder a a oportunidade em regar uma amizade por uma alma digna. Nossas almas são desprovidas de tudo quando nascemos. Somos ignorantes. Ninguém nos cobra nem mesmo um olhar. Contudo, o tempo não é generoso para que possamos nos lapidar com o passar dos anos? Por inúmeras vezes erramos e por incessante vezes ganhamos o perdão. Mas tudo ganha-se um "basta" quando a dignidade não foi amadurecida. Perde a graça e a esperança por aqueles que nos deram a oportunidade. Esse, por certo, é o mais íngreme de todos os desperdícios!
Não somente a realidade nos traz a experiência e sim a imaginação. Sonhar, é o que torna viável o impossível. Nada tem a ver com o verbo planejar - que é algo realizável. Transportar seu espírito pelo inimaginável é influenciar o ego. Dá uma distorcida sensação de poder de reflexão - ainda que não se encaixe de forma ética. Subjetivamente, sua prática é o que inibe todo ato de intolerância.
Quem sou eu
- Márcio Sousa
- Previsível, negligenciado e avesso às mudanças. Observador das atitudes alheias e o espelho dos feitos dela. Não raramente tédio é a minha odiosa companheira: Inseparável, insuperável e surpreendente. O sol escaldante que evapora o ego e que aviva a solidão e, que em raros casos, preconiza-nos até o seu último estágio: a morte. Também impregnado pelas vicissitudes em grau máximo. O alvo dos vulgares atos de indiferença e substimação - mas, resignado pela compreensão dessa fútil natureza.

Olha.... ele finalmente voltou a escrever...... Mas continua escrevendo tão dificil.....rsrs
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