Não somente a realidade nos traz a experiência e sim a imaginação. Sonhar, é o que torna viável o impossível. Nada tem a ver com o verbo planejar - que é algo realizável. Transportar seu espírito pelo inimaginável é influenciar o ego. Dá uma distorcida sensação de poder de reflexão - ainda que não se encaixe de forma ética. Subjetivamente, sua prática é o que inibe todo ato de intolerância.
Quem sou eu
- Márcio Sousa
- Previsível, negligenciado e avesso às mudanças. Observador das atitudes alheias e o espelho dos feitos dela. Não raramente tédio é a minha odiosa companheira: Inseparável, insuperável e surpreendente. O sol escaldante que evapora o ego e que aviva a solidão e, que em raros casos, preconiza-nos até o seu último estágio: a morte. Também impregnado pelas vicissitudes em grau máximo. O alvo dos vulgares atos de indiferença e substimação - mas, resignado pela compreensão dessa fútil natureza.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
VERÃO: INÍCIO DOS ANOS 90
Na virada de um ano qualquer, entre a madrugada e a fina e persistente chuva, entre as folhas secas, embriaguês, decepção e fúria. Sentado sobre a raíz de uma árvore, na espera do amanhecer. Nunca ví uma noite tão longa. Nunca ví tantas declarações distorcidas, nunca, nesse ano, pude ter tantos amigos reunidos n'um só lugar. Nunca o sol brilhou tanto nesse verão. Expectativas e expectativas se amontoavam, se gladiavam, queriam um espaço por estar sempre a espreita para possíveis realizações. Sonhos são sonhos. Entre o sonho e a realidade está o homem. De um lado a natureza utópica. Atravessando barreiras. Não respeitando regras e tampouco as limitações que nos tornam zelosos para todo e qualquer feito. Feito esse que, a vida toda fora a minha coluna para suportar a realidade. O meu eterno estado de espírito. O portal para as conquistas que não puderam se realizar. O tempo que ficou para trás - mas que, "ele" (o sonho), pode traze-lo de volta. Lembranças e pessoas desagradáveis também se amontoam. O que guarda e o que oferece a natureza humana. A difícil assimilação do convívio, da compreensão e de toda racionalidade na forma de pensar e agir. Por que todos fazem o contrário? Anacronismo de caráter? Foi a natureza humana que me colocou nas primeiras linhas desse texto. Por culpa de uma fé que alimentei por 3 anos. A falta de objetividade que me deixei levar, pensando que os bons eram demasiadamente bons e o conto piegas de que, as páginas de nossas vidas estão em branco. Quem escreve? O destino.
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